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PROJETO ARQUITETURA DA MEMÓRIA

SÉRGIO:

Blog criado em 16/04/2020 para registrar as memórias da casa 116 da rua Álvares de Azevedo. 


A ideia é que os irmãos e as irmãs registrem, cada um/a a seu modo, as lembranças que guardamos da casa onde passamos 15 anos (pouco mais, pouco menos) das nossas infâncias/juventude.

Cada postagem aborda um cômodo/espaço/....... e não há regra nem sequência: quem quiser vai anotando, me passa por e-mail e eu, Sérgio, transporto pro blog. É possível postar fotos e desenhos também, é só escanear. (Se alguém tiver ideia e souber como criar um blog ou outro suporte que não precise por mim, diz aí.)

Comentários

  1. Eu, Sérgio, criei e vou editar a partir das colaborações que forem postadas aqui nos Comentários ou enviadas por e-mail.

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O ALPENDRE / GARAGEM

SÉRGIO: Eu me lembro mais de usar o nome alpendre, mas era também a garagem da Vemaguete e depois da Belina vermelha. O piso era de quadrados de cerâmica divididos em triângulos vermelhos e brancos, formando uma figura maior. À sua entrada havia um portão de metal, curvo no alto, de duas folhas. Cada metade tinha uma chapa de quarenta cm na base, depois era todo (desenhado, como se chama isso?). Era fechado por cadeado? Lá ficavam as eternas cadeiras brancas de metal com almofadas. Além de garagem, era também nosso campo de futebol e de outras brincadeiras. Para defender um chute do Armando num gol-a-gol, fiz uma ponte com entusiasmo e desmaiei pela primeira e última vez (que me lembre). Ao fundo, à esquerda, ficava o portão que dava para a escada que levava ao quintal; também ao fundo, mas na lateral direita, a porta de acesso à sala (copa?). O portão era de grades vermelhas e a porta era de madeira e tinha uma "portinha" de vidro, no alto, como um "olho mágic...

UM SONHO (22/04/2020)

SÉRGIO: Levei Vera pra ver o local onde ficava "a casa da minha infância". (Um dia, na vida real, em que passamos lá, mostrei pra ela e Luisa, há uns meses.) Lá estava o prédio atual, mas ao lado (onde seria na realidade a casa de dona Conceição) estava o terreno da 116. Onde era o jardim, havia meia dúzia de jovens brincando de arco e flecha. Fui levando Vera pela mão e dizendo: "Aqui era o alpendre, aqui tinha uma escada pro quintal, ali eu brincava de cabaninha, aqui tinha uma goiabeira, aqui uma ameixeira, ali, tinha um portão e depois ficava o quintal." O terreno estava coberto de pedaços de tijolos e concreto (ontem, dia 21/04, eu fiquei catando pedrinhas no nosso quintal da Onísio), típico de uma casa demolida, mas sem exagero. Eu falava e, olhando "pra cima" (a gente estava no quintal), ao mesmo tempo via os cômodos e os móveis.

A BIBLIOTECA

SÉRGIO: O acesso era pela sala, porta de madeira (cinza?). às suas laterais e acima (?), estantes de aço carregadas de livros, uma de cada lado. À direita, o piano de Rosa, depois, o birô, ou escrivaninha (a prancheta de desenho, que papai projetou, ficava fechada entre esses dois); na parede oposta à porta, a janela de madeira, veneziana e vidro e grade, dando pro jardim; à esquerda da porta, após a estante de livros, o sofá com ponta curva (as poltronas ficavam ali também?). A relação de livros é um esforço enorme da memória: